O método
Quatro ideias sustentam a plataforma. Nenhuma é mágica; todas são velhas conhecidas da ciência da aprendizagem — o trabalho foi torná-las treináveis em português.
1. Repetição espaçada: revisar na véspera de esquecer
Você não esquece de uma vez — esquece numa curva. A plataforma agenda cada card para voltar exatamente quando a memória começa a falhar: acertou, o intervalo cresce; errou, o card volta logo. É o algoritmo clássico SM-2, rodando no servidor, com uma fila diária que raramente passa de 15 minutos.
E os erros têm consequência: errar um exercício antecipa os cards daquele mesmo tipo de erro na sua fila. O sistema inteiro conspira para você rever o que dói.
2. As quatro fases: Aprender → Praticar → Revisar → Provar
Habilidade não nasce de ler teoria, mas também não nasce de exercício solto. Cada caso da língua percorre as quatro fases de aquisição: Reconhecer a regra em lições curtas (com exemplos contrastivos e árvores de decisão), praticar guiado com correção imediata, produzir — revisão dirigida e escrita de verdade — e manter pela repetição espaçada, com simulados em três formas (A/B/C) para provar o domínio.
3. Taxonomia de erros: seu erro tem nome
Errar “viajem/viagem” e errar “há/a” não são o mesmo problema — e não se corrigem do mesmo jeito. A plataforma mantém um registro de 177 tipos de erro (as tags “TE”), cada um com descrição e ação pedagógica. Toda correção aponta o tipo do seu erro; suas estatísticas mostram onde você mais tropeça; a fila prioriza exatamente isso.
4. Rubricas, não nota mágica
Na Oficina de Escrita, a correção é por rubrica: critérios explícitos, avaliados item a item, com apontamento do trecho e da regra. A avaliação assistida por IA segue a mesma rubrica — ela justifica cada apontamento, e você pode discordar. Nota sem justificativa não ensina nada; aqui não existe.